No agronegócio, produtividade não depende apenas de tecnologia — depende também de como o tempo é utilizado dentro da operação.
Durante sua participação no Agro Café Cast, Fernando Dedemo, fundador da KIP International, trouxe um ponto simples, mas extremamente relevante para a cafeicultura:
o impacto do tempo perdido no processo de aplicação.
🚜 O desafio da logística na cafeicultura
Diferente de outras culturas, como os cereais, na cafeicultura é comum que o operador precise sair da área de aplicação para realizar o abastecimento e depois retornar ao campo.
Esse deslocamento, muitas vezes longo, gera um problema silencioso:
o tempo gasto fora da aplicação.
Na prática, isso significa que o produtor pode estar gastando mais tempo se deslocando do que aplicando.
⏱️ Tempo perdido é custo no campo
Durante o episódio, foi levantado um exemplo real: operações que levam cerca de 1 hora e meia apenas no processo de abastecimento e retorno.
Esse tempo impacta diretamente:
🔹 Redução da eficiência operacional
🔹 Aumento do custo por hectare
🔹 Menor rendimento diário da operação
Mas o ponto mais importante vai além do custo.
💡 Tempo não é só dinheiro — é qualidade de vida
Um dos insights mais fortes da conversa foi a mudança de perspectiva sobre o tempo.
Mais do que custo, tempo é vida.
Quando a operação é eficiente, o produtor consegue otimizar sua rotina e ter mais qualidade de vida. Um exemplo citado foi de um produtor que realiza cerca de 10 hectares por dia e consegue encerrar suas atividades no meio da tarde, retornando mais cedo para casa.
Isso mostra que eficiência no campo também impacta diretamente o bem-estar.
🚁 Tecnologia como solução
Dentro desse cenário, o uso de novas tecnologias, como drones e melhorias na logística de aplicação, surge como alternativa para reduzir deslocamentos e aumentar o rendimento.
Com uma operação mais otimizada, é possível:
✔ Reduzir tempo de parada
✔ Aumentar a área aplicada por dia
✔ Melhorar a eficiência operacional
✔ Diminuir custos indiretos
🌱 Eficiência que vai além da lavoura
A fala de Fernando Dedemo reforça um ponto essencial do agro moderno:
não basta produzir — é preciso produzir com eficiência e inteligência.
O tempo dentro da operação precisa ser visto como um dos principais ativos do produtor.