A evolução do agro passa pela validação prática no campo. E foi exatamente isso que aconteceu durante a visita de Fernando Dedemo, fundador da KIP International, ao município de Limoeiro do Norte (CE), em parceria com a equipe da Frutacor.
Mais do que uma visita técnica, o encontro foi um verdadeiro dia de campo focado em tecnologia de aplicação em baixa vazão, com análise de dados reais e validação de resultados na cultura da banana.
🎯 Foco no alvo: o princípio da tecnologia de aplicação
Um dos pontos centrais discutidos foi o conceito mais importante da pulverização moderna: acertar o alvo com eficiência.
Durante as análises, foi avaliado o controle da doença Sigatoka, utilizando aplicações via drone com diferentes volumes:
- 15 L/ha
- 10 L/ha
- 5 L/ha
A partir disso, foram coletados dados técnicos detalhados diretamente na folha da planta, analisando tanto a face superior quanto inferior, além de diferentes posições (inferior, central e superior).
📊 O que os dados mostraram
Os resultados apresentados na análise foram claros e objetivos.
Ao contrário do pensamento tradicional de que “quanto mais volume, melhor”, os dados comprovaram exatamente o oposto:
➡️ Menor volume = maior eficiência
Com aplicações em 5 L/ha, os resultados mostraram que, mesmo com menor volume de calda, a aplicação se torna mais eficiente. Isso acontece porque há um maior número de gotas por centímetro quadrado, melhor distribuição nas folhas, maior concentração de princípio ativo por gota e uma cobertura mais uniforme tanto na face superior quanto na inferior.
Na prática, isso significa que a eficiência da aplicação não está ligada à quantidade de volume, mas sim à qualidade com que o produto atinge o alvo.
⚙️ A força da tecnologia KIP no campo
Esse tipo de resultado só é possível quando há integração entre técnica, tecnologia e conhecimento — pilares da KIP.
A abordagem da empresa está baseada em aplicações em baixa e ultra baixa vazão, no correto condicionamento da calda, na otimização do espectro de gotas e no foco total na eficiência da aplicação.
Segundo Fernando Dedemo, um dos grandes erros históricos da pulverização é associar eficiência à quantidade de calda aplicada. Na realidade, o que realmente importa é a qualidade da aplicação e a concentração do produto no alvo.
🚁 Drone: tecnologia feita para baixa vazão
Outro ponto reforçado durante o encontro é que o uso de drones agrícolas não é apenas uma alternativa — é uma ferramenta desenvolvida justamente para trabalhar com baixa vazão e alta eficiência.
Os resultados mostraram que:
- Menor volume aumenta a concentração por gota
- Há maior rendimento operacional
- Reduz o número de voos e o tempo de aplicação
- Melhora o controle da doença
Ou seja, além da eficiência técnica, há ganho direto em produtividade operacional.
🌱 Resultado no campo: o que realmente importa
O ponto mais forte de toda a análise foi simples:
o resultado está na planta.
A validação prática mostrou que, com menor volume e maior qualidade de aplicação, o controle da sigatoka foi mais eficiente, comprovando que a estratégia adotada está correta.
Como destacado durante a visita:
“contra fatos, não há argumento.”
🤝 Parceria e evolução contínua
A presença da KIP e de Fernando Dedemo reforça a importância da proximidade com o produtor e da construção conjunta de soluções.
Esse trabalho, iniciado há anos na propriedade, mostra que a evolução no agro acontece com:
- Testes práticos
- Validação técnica
- Acompanhamento constante
- Ajustes baseados em dados